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O segmento de refeições fora do lar ou serviços de alimentação (food service) como canal de distribuição, apresenta velocidade de crescimento maior do que as taxas de crescimento do varejo alimentício tradicional, justamente pelo fato da população economicamente ativa ter necessidade de fazer ao menos uma refeição fora de casa ao dia.

Segundo dados da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), as vendas da indústria da alimentação para todo o canal food service somaram em 2007 R$ 50,3 bilhões, o que corresponde a mais de 20% (FAT) da Indústria Alimentícia no país e 30% do consumo de alimentos.

As empresas que lidam com este segmento de mercado estão investindo e crescendo. Um exemplo é a paranaense Le Nutritiff que completa 10 anos de atividades com uma estrutura que atende 2.500 clientes.

A empresa conta hoje com equipe altamente qualificada, composta por consultores técnicos, equipe de vendas, de suprimentos e de suporte especializada em prover soluções no atendimento ao mercado de food service. A estrutura física tem 1.500m², com câmaras frigoríficas de capacidade para estocagem de 250 toneladas. Para distribuição conta com sete caminhões refrigerados.

O diretor da empresa, William Wing, explica que ao invés de ter diversos fornecedores e cada um atender a demanda de um produto, existe um único parceiro, no caso a Le Nutritiff, que faz essa ponte, compra do fabricante e distribui ao estabelecimento um conjunto de produtos. “Dessa forma, suprimos as necessidades e otimizamos o tempo do cliente que passa a se preocupar com o preparo e atendimento na loja”, diz.

Segundo Wing, restaurantes, hotéis e lanchonetes que utilizam os produtos e serviços dos distribuidores optaram principalmente pela flexibilidade, pois compram somente produtos que precisam no momento. “Trabalhamos com agilidade nas entregas, confiabilidade no cumprimento de prazos e preocupação constante com a segurança alimentar”, conta.

Para o vendedor da Nutrimental, Ozeias Teixeira de Oliveira, a aliança com um distribuidor torna o produto disponível e acessível ao maior número de clientes. “A indústria trabalha somente com caixas fechadas o distribuidor vende em unidades, assim facilitando ao consumidor. O pedido mínimo para faturamento direto da indústria é alto para grande parte dos potenciais compradores, os pedidos mínimos dos distribuidores são bem menores facilitando a compra. Além tempo de entrega de uma indústria normalmente é duas vezes maior que o tempo de entrega do distribuidor”, relata.

Oliveira explica que as indústrias possuem equipes de vendas extremamente enxutas diminuindo a capacidade de atendimento numérico dos clientes, já os distribuidores possuem grandes equipes de vendas que conseguem fazer visitas semanais.

O relacionamento com o distribuidor é simples. “Oferecermos treinamento constante para a equipe de vendas da Le Nutritiff, fazemos agressivas ações promocionais, eventualmente oferecemos premiações para a equipe de vendas. Os pedidos são feitos em conjunto e de forma adequada para não encarecer o estoque da distribuidora. O mix de itens é estudado em conjunto, assim como o desenvolvimento de materiais promocionais”, diz.

Segundo Oliveira, a parceria melhorou a exposição da marca, aumentou o número de itens vendidos e proporcionou maior grau de penetração da marca no mercado food service.

Para o comprador da rede Kharina, Benedito Lemes, a parceria proporciona grande economia. “Existem produtos perecíveis que a Le Nutritiff nos entrega quando pedimos, assim não precisamos investir em equipamentos frigoríficos para armazenar os produtos, que chegam em perfeitas condições ao nosso consumidor final”, diz.

Lemes destaca também que pode comprar da distribuidora somente a quantidade necessária para aquele momento. “Se faltar algo é só ligar que os produtos são entregues rapidamente”, completa.